• Jornalista Gabriela Freitas

Esporte é aliado para mulheres no aprimoramento de desempenho profissional





Sete em cada dez executivas dizem que a atividade ajuda a melhorar competências de liderança e networking



É fato que atividades físicas fazem bem para a saúde, inclusive a emocional, de homens e mulheres. Entre os principais ganhos se destacam a autoconfiança e maior facilidade para cultivar uma rede de contatos.


Um estudo da associação de atletas Women Athletes Business Network com 400 executivas de vários países mostrou que 74% das praticantes de esporte atribuem à atividade a melhora nas competências de liderança e networking – uma contribuição importante, já que uma pesquisa do Global Entrepreneurship Monitor (GEM) indicou que as brasileiras são as que menos desenvolvem conexões profissionais.


“O esporte ajuda a liberar o estresse e melhora a concentração, a memória e o raciocínio”, afirma Marcio Atalla, professor de educação física com especialização em treinamento de alto rendimento.


Relatos de mulheres - Networking esportivo


Malu Weber, 48 anos, diretora de comunicação e relações públicas para a América Latina da Johnson & Johnson Medical Devices, já fez atletismo, handebol e tênis e atualmente é adepta do surf. “Com o esporte, conquistei controle emocional, mais disciplina e coragem de enfrentar o novo”, diz. “Aprendo muito com o mar e trago as experiências que tenho na água para o mundo corporativo, como manter a calma mesmo quando um evento adverso me derruba.”


A prática de exercícios entre as mulheres é 40% inferior a dos homens, de acordo com o estudo Atividades físicas e esportivas e mulheres no Brasil, da professora Helena Altmann, da Faculdade de Educação Física da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em São Paulo. Foi com o objetivo de chamar a atenção para essa realidade que surgiram grupos como o Magic Minas, de São Paulo, para facilitar o acesso feminino aos esportes coletivos. “Tudo começou em 2016, quando uma turma de amigas se reuniu para jogar basquete sem compromisso”, diz Andrea Nunes, uma das primeiras integrantes.


Quando conheceu o Magic Minas, em março do ano passado, a jornalista Elizângela Marques, 32 anos, estava desempregada. “Com os treinos, passei a ter mais autoconfiança”, conta. Elizângela acredita que os benefícios emocionais trazidos pela atividade foram relevantes para que, cinco meses depois, ela se recolocasse no mercado.


Outra que participa do projeto é Camila Guerreiro, 40 anos, professora de Educação Física. Foi durante os dias de convivência na quadra que soube de uma oportunidade de emprego que seria perfeita para sua companheira. “Todo o processo entre o envio do currículo e a contratação não demorou mais do que dez dias.”


Camila atua como voluntária no Magic Minas e orienta até quem se aventura pela primeira vez no esporte. “Aprendi a observar mais os alunos e realmente ajudá-los a desenvolver suas capacidades cognitivas e a conviver em grupo.”





Texto e informações: Katia Cardoso - VC S/A

Foto: Divulgação

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